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Domingo, 18 de Janeiro de 2026

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Polícia desmonta “banco paralelo” do PCC para lavar milhões do crime

Ao todo, cerca de 100 policiais civis participaram do cumprimento de 54 medidas judiciais

Polícia desmonta “banco paralelo” do PCC para lavar milhões do crime
Foto e vídeo PCSP
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Polícia Civil de São Paulo deflagrou a Operação Falso Mercúrio, uma ação de grande porte contra uma rede de lavagem de dinheiro ligada ao Primeiro Comando da Capital (PCC).

A ação é resultado de meses de investigação conduzida pela 3ª Delegacia de Investigações Gerais (DIG), do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), que identificou uma complexa estrutura destinada a movimentar capitais provenientes de diversos crimes, como tráfico de drogas, estelionato e jogos de azar.

Ao todo, cerca de 100 policiais civis participaram do cumprimento de 54 medidas judiciais, incluindo mandados de prisão, busca e apreensão e ordens de bloqueio patrimonial e financeiro.

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Segundo a investigação, o grupo atuava em três núcleos funcionais, que se dividiam em principais, coletores e beneficiários finais, cada um com tarefas específicas dentro da engrenagem criminosa.

A apuração aponta que a organização prestava um verdadeiro “serviço financeiro” ao PCC, permitindo a ocultação e a dissimulação de valores em larga escala.

Lavagem de dinheiro sofisticada

As investigações apontam para um esquema altamente profissionalizado, sustentado por empresas de fachada, movimentações bancárias pulverizadas e operações patrimoniais destinadas a maquiar a origem do dinheiro.

A rede permitia ao PCC lavar recursos obtidos com crimes diversos, reinserindo o capital no sistema financeiro com aparente legalidade.

Além disso, os investigados utilizavam mecanismos para driblar controles automatizados dos órgãos de fiscalização, criando um circuito financeiro paralelo que dificultava o rastreamento dos valores.

Balanço da Operação Falso Mercúrio

A ação resultou em um dos maiores bloqueios patrimoniais já realizados pela unidade:

Medidas cautelares cumpridas

  • Seis mandados de prisão
  • 48 mandados de busca e apreensão

Sequestro patrimonial

  • 49 imóveis
  • Três embarcações

Bloqueio financeiro

  • 57 contas bancárias
  • 20 pessoas físicas e 37 pessoas jurídicas atingidas

Restrição sobre veículos

  • 257 veículos bloqueados
  • 44 pessoas físicas e 213 pessoas jurídicas afetadas

Os valores totais envolvidos na operação não foram divulgados, mas os bloqueios e sequestros sugerem um volume milionário de ativos.

Ligação direta com o PCC

A apuração identificou indícios consistentes de que a estrutura financeira desmontada funcionava a serviço do Primeiro Comando da Capital (PCC).

A facção utilizava o grupo para “terceirizar” a lavagem de dinheiro, de forma a reduzir o risco de exposição direta de seus integrantes e ampliar o volume de recursos movimentados.

A investigação aponta que a rede beneficiava desde operadores intermediários até integrantes de alto escalão da organização criminosa.

FONTE/CRÉDITOS: M
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