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Sabado, 14 de Marco de 2026

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PGR denuncia ministro de Lula por desvio de emendas como deputado

Lula prometeu exonerar chefe da pasta das Comunicações, Juscelino Filho, se fosse denunciado pelos crimes que nega

PGR denuncia ministro de Lula por desvio de emendas como deputado
Foto Ricardo Stuckert/PR
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A Procuradoria-Geral da República (PGR) denunciou o ministro das Comunicações Juscelino Filho, pela acusação de desviar emendas parlamentares, na época em que foi deputado federal. A proposta de ação penal foi enviada ao Supremo Tribunal Federal (STF), quase dez meses após a Polícia Federal indiciar o auxiliar do governo de Lula (PT) por crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro e corrupção passiva, que o ministro nega ter cometido.

Caberá ao Supremo decidir se aceita a denúncia e torna o ministro réu, ou se arquiva ou pede mais diligências. Mas o presidente Lula já havia prometido que uma eventual denúncia da PGR resultaria na saída de Juscelino Filho do cargo.

Indicado ao governo Lula pelo partido União Brasil, Juscelino Filho é acusado de ter atuado em desvios de emendas parlamentares através da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf).

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Entre outras irregularidades, está a acusação de ter destinado recursos de emenda parlamentar para uma estrada que tem 80% de sua extensão beneficiando exclusivamente suas fazendas, no município de Vitorino Freire (MA). A cidade foi comandada por sua irmã, a ex-prefeita Luanna Rezende, também investigada.

O inquérito que resultou na denúncia foi relatado, no STF, pelo ministro Flávio Dino, que foi colega de Juscelino Filho no governo petista, ao comandar a pasta da Justiça e da Segurança Pública, à qual a PF é subordinada.

Outro lado

A defesa do ministro emitiu nota em que reafirma a inocência de Juscelino Filho, reclama não ter sido notificada da denúncia e sugere haver “indício perigoso de estarmos voltando à época punitivista do Brasil”.

A nota alega que, quando deputado federal, o ministro “limitou-se a indicar emendas parlamentares para custear a realização de obras em benefício da população”. E argumenta não ter responsabilidade sobre processos de licitação, execução e fiscalização das obras, que “são de competência exclusiva do Poder Executivo”.

“De toda forma, o ministro reafirma sua total inocência e destaca que o oferecimento de uma denúncia não implica em culpa, nem pode servir de instrumento para o MP pautar o país. O julgamento cabe ao Supremo Tribunal Federal (STF), em quem Juscelino Filho confia que rejeitará a peça acusatória diante da sua manifesta ausência de provas”, diz a defesa, na nota.

FONTE/CRÉDITOS: DP
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