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Terça-feira, 23 de Julho de 2024

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PF prende assessor de deputado ligado a agiotagem do jogo do bicho

O assessor é suspeito de envolvimento em crimes de lavagem de dinheiro do jogo do bicho, agiotagem, extorsão e receptação

PF prende assessor de deputado ligado a agiotagem do jogo do bicho
Foto PF
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A Polícia Federal cumpriu um mandado de prisão preventiva contra um assessor foragido desde dezembro, suspeito de participar de uma organização criminosa especializada em crimes de lavagem de dinheiro do jogo do bicho, agiotagem, extorsão e receptação. O assessor foi preso na cidade de Feira de Santana, na Bahia, em uma operação para desarticular a organização criminosa.

O preso, detido com o aparelho celular, já teve pedidos de soltura negados no Tribunal de Justiça da Bahia e no Superior Tribunal de Justiça.

De acordo com a PF, o investigado ocupava um cargo de confiança no gabinete do líder da organização criminosa, mas estava afastado de suas funções desde dezembro. O suspeito era assessor do deputado estadual Kleber Cristian Escolano de Almeida, conhecido como Binho Galinha (Patriota), alvo das investigações por suspeita de liderar o esquema.

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O grupo atua em Feira de Santana e cidades vizinhas, na Bahia. Em dezembro, foram expedidos dez mandados de prisão preventiva, vários de busca e apreensão, bloqueio de mais de R$ 700 milhões e sequestro de 26 propriedades. Segundo a Receita Federal, havia inconsistências fiscais, movimentação financeira incompatível, imóveis não declarados e indícios de lavagem de dinheiro.

A investigação também colheu provas da participação de um grupo miliciano no esquema. Pelo menos três policiais militares integrariam esse braço armado. Eles cobravam, mediante violência e grave ameaça, os valores devidos por causa de jogos e agiotagem. Em janeiro, três membros do grupo, já presos, foram transferidos para o Sistema Penitenciário Federal.

Desde 2018, o Supremo Tribunal Federal entendeu que parlamentares podem ser julgados em primeiro grau, caso os crimes ocorram antes da diplomação. A investigação continua.

FONTE/CRÉDITOS: DP
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