Pense Jornal - Sua fonte de notícias na cidade de Jaraguá do Sul

Quinta-feira, 05 de Marco de 2026

Notícias/Justiça

Penas que somam mais de 100 anos

Homem foi morto dentro do carro com mais de uma centena de tiros.

Penas que somam mais de 100 anos
Foto ilustrativa
IMPRIMIR
Use este espaço apenas para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.
enviando

Na madrugada de 4 de maio de 2022, um homem foi executado com mais de 100 disparos enquanto ouvia música dentro do carro em frente à própria casa em Palhoça. O crime foi planejado e executado por dez integrantes de uma facção criminosa.  

Na semana passada, quatro dos envolvidos no crime foram julgados pelo Tribunal do Júri, que acolheu a tese do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC). Três foram condenados por homicídio qualificado - por motivo torpe, com emprego de meio cruel e por emprego de recurso que dificultou a defesa da vítima - e por integrar organização criminosa. Um irá cumprir 30 anos de prisão, outro cumprirá 32 anos e quatro meses e o último recebeu pena de 42 anos de reclusão. Um foi absolvido de todos os crimes, mas o MPSC vai recorrer. 

O julgamento contou com a participação de membros do Grupo de Atuação Especial do Tribunal do Júri (GEJURI) do MPSC. 

De acordo com o Ministério Público, o crime foi premeditado dias antes. O homem fazia parte da mesma organização criminosa que os réus. No entanto, os envolvidos acreditavam que ele era responsável por um caso de desaparecimento de drogas do grupo e por uma tentativa de homicídio de dois outros integrantes da facção. Por isso, também suspeitavam de que ele estivesse ligado a uma facção rival.  

O grupo se organizou durante alguns dias, fazendo vigílias na vizinhança e reunindo armamentos para colocar o plano em prática. Assim, às 3h do dia 4 de maio, enquanto a vítima estava dentro do carro, sozinha, 10 integrantes da facção se aproximaram e começaram a atirar. De acordo com o laudo, foram 22 tiros na cabeça, três no pescoço, 39 no tronco, 23 nos membros superiores e 44 nos membros inferiores. 

Além dos quatro julgados nesta quinta, um homem foi condenado no ano passado e três serão julgados posteriormente. No entanto, duas das 10 pessoas envolvidas ainda não foram identificadas.  

Os réus devem iniciar imediatamente o cumprimento da pena e não poderão recorrer em liberdade, diante do fato de que o Supremo Tribunal Federal, no julgamento do Tema n. 1.068, consolidou a tese de que as decisões do Tribunal do Júri têm força executória imediata. 

FONTE/CRÉDITOS: Coordenadoria de Comunicação Social do MPSC
Comentários:

Veja também

Crie sua conta e confira as vantagens do Portal

Você pode ler matérias exclusivas, anunciar classificados e muito mais!