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Quarta-feira, 23 de Setembro 2026
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Novo considera condenação de Filipe Martins ‘tirania’ de um ‘tribunal político’

Partido acusa o Supremo Tribunal Federal de agir como 'tribunal político'

Novo considera condenação de Filipe Martins ‘tirania’ de um ‘tribunal político’
Foto redes sociais
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O Partido Novo classificou como “tirania” a decisão da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), que condenou a 21 anos de prisão, Filipe Martins, ex-assessor para Assuntos Internacionais do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

O Novo alega que há um “tribunal político” e que “ter uma ideologia rejeitada pelo STF passou a ser tratado como crime”.

Martins foi condenado por cinco crimes imputados na denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR): organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano ao patrimônio da União e deterioração de bem tombado.

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Leia abaixo a nota completa do Novo:

“O julgamento de Filipe Martins foi tão flagrantemente político que, além de imputar a ele fatos já desmentidos pela defesa, houve longos sermões dos juízes sobre suas ‘ideias perigosas’.

Alexandre de Moraes o chamou de ideólogo do golpe. Flávio Dino disse que sua caneta era tão perigosa quanto fuzis. Cármen Lúcia o advertiu de que “o problema de ser uma pessoa de luzes intelectuais é o curto-circuito que, às vezes, essas luzes causam quando mal direcionadas”.

Ora, em um Estado de Direito, as ideias políticas do réu são problema dele. Tribunais julgam fatos concretos à luz da lei. A defesa demonstrou que ele não participou das reuniões nem redigiu minutas de que foi acusado. No fundo, isso não importa: os próprios juízes admitem que o problema são suas ideias, depois de tê-lo prendido por uma viagem que não fez.

No Brasil de 2025, ter uma ideologia rejeitada pelo STF passou a ser tratado como crime. Temos um tribunal político: o destino de cada um dos 213 milhões de pequenos tiranos depende do que 11 juízes entendem por politicamente desejável, e não dos fatos e da lei.Tirania.”

FONTE/CRÉDITOS: DP

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