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Sexta-feira, 11 de Setembro 2026
Notícias/Política

Moraes é um ditador que manda nos Três Poderes, diz líder do PL.

Ministro do STF determinou a cassação da deputada Carla Zambelli; Câmara havia rejeitado perda de mandato.

Moraes é um ditador que manda nos Três Poderes, diz líder do PL.
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O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), disse nesta 5ª feira (11.dez.2025) que o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes é um “ditador psicopata que manda nos Três Poderes”.

A declaração se deu depois de Moraes determinar a cassação da deputada Carla Zambelli (PL-SP), que havia sido rejeitada pela Casa Baixa na madrugada de 5ª feira passada (11.dez).

“Quando um ministro anula a decisão soberana da Câmara e derruba o voto popular, isso deixa de ser Justiça e vira abuso absoluto de poder. O Brasil viu um ato de usurpação institucional: um homem passando por cima do Parlamento e da vontade do povo. Isso fere a democracia no seu coração. Se o sistema não gosta do eleito, ele tenta destruí-lo no tapetão“, disse Sóstenes em seu perfil no X.

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Em sua decisão, Moraes alega que os deputados agiram em “clara violação” à Constituição. Também mandou o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), dar posse ao suplente de Zambelli, Adilson Barroso (PL-SP), em até 48 horas.  O ministro afirma que não cabe à Mesa da Câmara dos Deputados pautar a cassação da congressista depois da condenação. “É o Poder Judiciário quem determina a perda do mandato parlamentar condenado criminalmente com trânsito em julgado”, declarou. 

CONDENAÇÃO E PRISÃO

Carla Zambelli foi condenada em maio deste ano pelo STF a 10 anos de prisão e ao pagamento de R$ 2 milhões por danos coletivos por invadir o sistema do CNJ. O ministro Alexandre de Moraes, determinou então a prisão preventiva da deputada. De acordo com as investigações, Zambelli foi a autora intelectual da invasão ao sistema do CNJ para a emissão de um mandado falso de prisão contra Moraes. Ainda conforme a investigação, o hackeamento foi executado por Walter Delgatti, que também foi condenado e disse ter realizado o trabalho a mando da congressista.

Em junho, Zambelli deixou o Brasil e passou a ser considerada foragida. O nome da congressista chegou a ser incluído na lista vermelha da Interpol, a pedido do ministro Alexandre de Moraes. Em julho, Zambelli foi presa em Roma, capital da Itália. O governo brasileiro pediu a extradição de Carla Zambelli. O pedido foi oficializado pelo STF e o requerimento foi enviado pelo Itamaraty ao governo italiano.

Em agosto, ela também foi condenada pelo STF a 5 anos e 3 meses de prisão por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal contra o jornalista Luan Araújo em São Paulo, na véspera do 2º turno de 2022. O STF determinou a perda do mandato parlamentar após o fim da possibilidade de recurso, bem como o pagamento de uma multa de 400 salários mínimos vigentes em 2022 com atualização monetária.

FONTE/CRÉDITOS: P

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