Pense Jornal - Sua fonte de notícias na cidade de Jaraguá do Sul

Segunda-feira, 20 de Abril de 2026

Notícias/Justiça

Moraes destitui advogados de réus no suposto ‘golpe’

Segundo Moraes, os defensores não apresentaram as alegações finais dentro do prazo estipulado

Moraes destitui advogados de réus no suposto ‘golpe’
Foto Ton Molina/STF
IMPRIMIR
Use este espaço apenas para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.
enviando

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a retirada dos advogados da defesa de dois réus ligados ao chamado Núcleo 2 do suposto “golpe”  durante o governo Bolsonaro.

A decisão atinge os advogados Eduardo Kuntz e Jeffrey Chiquini, que representavam, respectivamente, Marcelo Câmara e Filipe Martins. Câmara foi assessor de Jair Bolsonaro, enquanto Martins atuou como assessor de assuntos internacionais no governo do ex-presidente.

Segundo Moraes, os defensores não apresentaram as alegações finais dentro do prazo estipulado, que terminou em 7 de outubro, e teriam adotado comportamento considerado “inusitado” com o objetivo de atrasar o andamento do processo. O ministro entendeu que houve litigância de má-fé e determinou que a defesa dos dois réus seja assumida pela Defensoria Pública da União (DPU).

Publicidade

Leia Também:

Em nota, o advogado Eduardo Kuntz afirmou que pretende entregar as alegações finais até 23 de outubro, argumentando que o prazo de 15 dias começou a ser contado apenas em 8 de outubro, data em que uma diligência autorizada por Moraes foi incorporada ao processo. Ele disse ainda que pretende continuar atuando “no exercício intransigente da independência profissional”.

O advogado Jeffrey Chiquini divulgou nota criticando a decisão que o afastou da defesa de Filipe Martins, afirmando que a medida é ilegal, arbitrária e viola o direito de defesa e as prerrogativas da advocacia. Segundo ele, não houve perda de prazo, mas sim pedido de suspensão diante da inclusão de novos documentos pela PGR. Chiquini classificou a decisão como autoritária, sem amparo legal, e cobrou posicionamento da OAB e de outras instituições em defesa do Estado Democrático de Direito. Ele disse ainda que recorrerá a instâncias nacionais e internacionais para reverter o afastamento e reafirmou compromisso com a Constituição e a liberdade da advocacia.

FONTE/CRÉDITOS: DP
Comentários:

Veja também

Crie sua conta e confira as vantagens do Portal

Você pode ler matérias exclusivas, anunciar classificados e muito mais!