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Quinta-feira, 30 de Abril de 2026

Notícias/Justiça

Medida cautelar obtida pelo MPSC proíbe professor denunciado por assédio sexual de dar aulas particulares para crianças e adolescentes

Segundo a denúncia do Ministério Público de Santa Catarina, o professor teria mandado inúmeras vezes mensagens para alunos para obter favorecimento de natureza sexual

Medida cautelar obtida pelo MPSC proíbe professor denunciado por assédio sexual de dar aulas particulares para crianças e adolescentes
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Um professor particular suspeito de enviar mensagens constrangedoras para crianças e adolescentes no Meio-Oeste foi denunciado pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) por assédio sexual.

O Poder Judiciário já recebeu a denúncia, e agora ele responde a uma ação pelo crime previsto no artigo 216-A do Código Penal – constranger alguém com o intuito de obter vantagem ou favorecimento sexual, prevalecendo-se da sua condição de superior hierárquico ou ascendência inerentes ao exercício de emprego, cargo ou função. 

Além disso, o MPSC obteve o deferimento do pedido de medidas cautelares, e o professor está proibido de dar aulas particulares para crianças e adolescentes, tanto nas casas quanto no ambiente virtual, e até mesmo de divulgar o trabalho na internet. Ele também não pode manter nenhum tipo de contato ou se aproximar das supostas vítimas e de quaisquer estudantes de nível fundamental e médio, para evitar o risco de novas investidas contra o público vulnerável. 

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A Promotora de Justiça Francieli Fiorin diz que as medidas cautelares são necessárias para interromper qualquer possibilidade de reiteração das condutas investigadas e preservar a integridade física, psicológica e emocional das vítimas. 

“Em situações como essa, a atuação rápida e firme é indispensável para romper ciclos de abuso que, muitas vezes, se sustentam no silêncio e na vulnerabilidade. A proteção de crianças e adolescentes exige vigilância constante e respostas proporcionais à gravidade dos fatos, garantindo que o ambiente educacional permaneça um espaço seguro, de confiança e desenvolvimento”, explica. 

Segundo a denúncia, o professor de aulas particulares “teria mandado, por inúmeras vezes, de forma consciente e voluntária, mensagens para alunos, através de aplicativos, com o intuito de favorecimento de natureza sexual, prevalecendo-se da ascendência decorrente do exercício da função”. 

Promotora de Justiça faz alerta aos pais 

A Promotora de Justiça Francieli Fiorin diz que é fundamental que os pais redobrem a atenção ao buscar a modalidade de ensino particular, afinal a ausência de supervisão pode colocar crianças e adolescentes em situações de extrema vulnerabilidade e exposição a riscos. 

“É preciso cautela. Infelizmente, há casos em que esse tipo de modalidade é utilizado por pessoas com intenções criminosas, que se aproveitam da confiança dos pais e do isolamento das crianças e adolescentes. Quando não há qualquer supervisão, o risco aumenta significativamente, e os responsáveis podem, sem perceber, estar expondo seus próprios filhos a situações de perigo”, diz. 

A orientação é que os pais sempre busquem referências e priorizem ambientes em que haja transparência e acompanhamento. “A proteção integral de crianças e adolescentes exige vigilância constante e decisões responsáveis, capazes de prevenir violações e garantir um desenvolvimento seguro”, conclui a Promotora de Justiça. 

Denuncie 

A proteção de crianças e adolescentes é prioridade absoluta no ordenamento jurídico brasileiro. O Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei n. 8.069/1990) estabelece que é dever da família, da sociedade e do poder público assegurar a dignidade, o respeito e a proteção contra qualquer forma de violência, exploração ou abuso. 

Condutas que atentem contra a integridade física, psicológica ou moral de crianças e adolescentes devem ser imediatamente comunicadas aos órgãos competentes, como o Ministério Público, o Conselho Tutelar e as Polícias Civil e Militar. O silêncio contribui para a continuidade da violência, enquanto a denúncia é um instrumento essencial para interromper abusos e garantir a responsabilização dos envolvidos. 

Portanto, se você tiver conhecimento de qualquer situação suspeita, denuncie. Proteger crianças e adolescentes é um compromisso coletivo e uma obrigação legal. 

Como e onde denunciar: 

  • na Promotoria de Justiça da sua cidade – confira os endereços e meios de contato neste link;     

  • na Ouvidoria do MPSC: atendimento presencial, formulário on-line ou, para informações, disque 127;    

  • no Disque Direitos Humanos, pelo número de telefone 100 – a ligação é gratuita e o serviço funciona diariamente, 24 horas, incluindo sábados, domingos e feriados;     

  • no Conselho Tutelar do seu município;  

  • no Ligue 181, o canal de denúncias da Polícia Civil.  

Em caso de emergência, ligue para a Polícia Militar por meio do disque 190.  

Algumas situações podem ser reportadas por meio de boletins de ocorrência e da Central de Denúncias da Polícia Civil, na Delegacia Virtual.  

Sua denúncia pode salvar um futuro. 

FONTE/CRÉDITOS: Coordenadoria de Comunicação Social do MPSC - Correspondente Regional em Lages
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