Durante manifestação na Avenida Paulista no domingo (7), o pastor Silas Malafaia criticou o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, e afirmou ser vítima de perseguição por expressar suas opiniões.
Malafaia declarou que já esperava ser alvo de investigação:
“Achei que estava demorando muito pra chegar a minha vez. Aí ele [Moraes] me incluiu numa investigação. É crime dar opinião? É crime dar conselho? É crime influenciar? Nós somos seres sociais. Todos nós somos influenciadores e influenciados”.
Em agosto, o pastor foi incluído no inquérito que investiga uma suposta tentativa de obstrução ao processo sobre uma suposta tentativa de golpe de Estado, que tramita no STF.
Ao retornar de uma viagem a Portugal, o líder religioso teve passaporte e celular apreendidos pela Polícia Federal, medida que ele classificou como arbitrária.
Malafaia voltou a chamar Alexandre de Moraes de “ditador de toga”, termo que tem usado com frequência em seus discursos, e disse que a operação contra ele é motivada por perseguição política e religiosa.
“Há quatro anos, em mais de 50 vídeos, em todas as manifestações, venho denunciando os crimes do ditador da toga Alexandre de Moraes”, afirmou.
Além das críticas ao STF, Malafaia também direcionou ataques ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a quem chamou de “o verdadeiro traidor da pátria”.
