Pense Jornal - Sua fonte de notícias na cidade de Jaraguá do Sul

Sexta-feira, 17 de Abril de 2026

Notícias/Nacional

Itaipu paga R$ 90 milhões por reforma de mercado de Belém.

Estatal arca com 60% da recuperação do Mercado de São Brás; políticos locais atribuem obra a Lula e a usam como propaganda política

Itaipu paga R$ 90 milhões por reforma de mercado de Belém.
Foto reprodução
IMPRIMIR
Use este espaço apenas para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.
enviando

O Mercado de São Brás, em Belém (PA), tornou-se um polo de gastronomia e eventos culturais da cidade. Foi reinaugurado em janeiro de 2025 como parte das obras que a Itaipu Binacional pagou na cidade por causa da COP30.

A COP30 (Conferência das Partes das Nações Unidas sobre Mudança Climática de 2025) começou na 2ª feira (10.nov.2025). Irá até 21 de novembro. 

A Itaipu Binacional destinou R$ 1,3 bilhão a obras em Belém. Pagou 60% (R$ 90 milhões) do custo total de R$ 150 milhões da restauração do Mercado de São Brás, que durou 2 anos. A Prefeitura de Belém pagou os demais 40% (R$ 60 milhões). 

Publicidade

Leia Também:

A sede da Itaipu Binacional fica em Foz do Iguaçu (PR), a 2.800 km de Belém. O governo federal decidiu usar o dinheiro da hidrelétrica binacional para contornar restrições orçamentárias. Os consumidores brasileiros pagam indiretamente o custo das despesas da empresa por meio da conta de luz.

Políticos do Pará que apoiam o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) usam a obra do mercado como símbolo de benefício que o governo federal proporcionou a Belém. Há um painel na área central da cidade com imagens do deputado Airton Faleiro (PT-PA), de Lula e do mercado.

SEM RESTAURO ANTES DA COP30 

O Mercado de São Brás havia sido inaugurado em 1911. O projeto é do arquiteto italiano Filinto Santoro na época em que havia um ciclo de prosperidade na cidade por causa da exploração da borracha. Os britânicos haviam levado mudas de seringueira para a Malásia no final do século 19. O aumento da produção de borracha na Ásia resultou no declínio econômico de Belém. 

O mercado de São Brás se deteriorou durante décadas. Vários projetos de restauro foram adiados. Finalmente deslanchou por causa da COP30.

O estacionamento improvisado no pátio do mercado deu lugar a áreas de convivência, com mesas de bares e restaurantes. Há atualmente uma garagem subterrânea. Na parte de fora do mercado, há duas áreas cobertas com boxes de microempresários que vendem alimentos por preços menores do que os restaurantes. É algo semelhante ao que existe em outros locais da cidade, como o Mercado Ver-o-Peso, o mais famoso da cidade, visitantes foram assaltados.

Os boxes de vendedores que ocupavam o interior do prédio antes da reforma foram transferidos para um novo anexo. A parte interna do mercado ficou com restaurantes e lojas. Há também 2 salões para shows e exposições. O mercado tem ficado lotado à noite, principalmente nos finais de semana. Tornou-se um polo de gastronomia, lazer e cultura da cidade. Contrasta com a deterioração da área no entorno. Fica perto do terminal rodoviário da cidade, com ônibus para outras cidades do Pará e outros Estados do país. 

 

 

FONTE/CRÉDITOS: P
Comentários:

Veja também

Crie sua conta e confira as vantagens do Portal

Você pode ler matérias exclusivas, anunciar classificados e muito mais!