O ministro Carlos Lupi (Previdência Social) disse ser “radicalmente contra” tirar direitos de quem depende do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). Ele declarou ser necessário “aumentar a arrecadação” e classificou como “criminosas” as isenções de impostos concedidas a determinados grupos.
“A gente fala em reforma na Previdência só para tirar direito. Eu sou radicalmente contra”, declarou em entrevista ao programa “Bom dia, Ministro” da EBC (Empresa Brasileira de Comunicação).
“Querer tirar de quem já tem pouco é, no mínimo, desumano. Então, o que nós temos de fazer é melhorar a arrecadação e diminuir as isenções, que são, do meu ponto de vista, criminosas”, acrescentou.
Lupi declarou ser “claro que ninguém gosta de ser taxado” e pagar imposto, mas que essa arrecadação é necessária para a Previdência Social. “Como a Previdência vai sobreviver se não tiver receita?”, questionou. “Nós temos no nosso Brasil muitos grandes grupos econômicos que não pagam nada à Previdência Social. Muitas isenções para não pagar nada”, criticou.
“Recentemente, o Congresso Nacional aprovou outro número gigantesco de isenções […]. Eu tenho de respeitar o papel do Congresso Nacional, nós estamos em uma democracia, mas nós temos de esclarecer à população que, sem fonte de receita, como é que se paga a esses 40 milhões de aposentados, pensionistas e beneficiários da Previdência?”, acrescentou.

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