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Quinta-feira, 20 de Agosto 2026
Notícias/Nacional

IBGE amplia greve contra decisões ‘autocráticas e ilegais’ de ativista do PT

Petista de carteirinha, Pochmann se nega há 11 meses a receber o sindicato

IBGE amplia greve contra decisões ‘autocráticas e ilegais’ de ativista do PT
Foto divulgação/PR
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Servidores do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) ampliaram a greve iniciada há uma semana na Bahia.

A paralisação, motivada por medidas consideradas “autocráticas” e “ilegais” pela categoria, chegou à sede e à superintendência do órgão no Rio de Janeiro.

Outros oito núcleos do instituto também se encontram em estado de greve.De acordo com a Assibge, cerca de 40% dos servidores da unidade baiana já aderiram ao movimento.

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O sindicato critica alterações na remuneração dos agentes de coleta, no regime de trabalho dos aprovados no Concurso Nacional Unificado (CNU) e na progressão das carreiras. Além disso, acusa a gestão de Marcio Pochmann de fechar as portas ao diálogo: a diretoria sindical eleita em outubro de 2025 aguarda há 11 meses uma audiência com a presidência do IBGE.

Indicado por Lula e filiado ao PT, Pochmann já foi candidato pela legenda em três ocasiões e presidiu a Fundação Perseu Abramo por oito anos.

Sua gestão tem acumulado confrontos com o corpo técnico e enfrenta acusações de autoritarismo, aparelhamento e retaliação.Um dos pontos mais polêmicos foi a tentativa de criar a Fundação IBGE+, apelidada de “IBGE paralelo”, que encontrou forte resistência entre os servidores e foi considerada irregular pelo Tribunal de Contas da União (TCU).

Em janeiro de 2026, a demissão de Rebeca Palis — responsável há 11 anos pela área que calcula o PIB — sem justificativa pública provocou uma debandada nas Contas Nacionais.

Cristiano Martins, Claudia Dionísio e Amanda Tavares pediram demissão.

Ana Raquel Gomes da Silva também foi exonerada da função de gerente após denunciar o que considerou propaganda política em uma publicação oficial do instituto.O IBGE afirma que as atividades continuam normalmente e que as mudanças visam modernizar o órgão.

Pochmann insiste que a autonomia técnica dos números está preservada. A greve, no entanto, revela que, entre os próprios produtores das estatísticas oficiais, a confiança na atual gestão está profundamente abalada.

FONTE/CRÉDITOS: DP

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