
Órgãos de Segurança do governo de Santa Catarina negaram enquanto puderam a existência de uma guerra interna na facção Primeiro Comando Catarinense, conforme divulgamos em primeira mão na manhã de ontem.
Áudios e vídeos divulgados em grupos de Whatsapp, principalmente na Grande Florianópolis, estabelece até toque de recolher para moradores, adultos e crianças.
Segundo áudio que circula, a presença de pessoas nas ruas em determinadas localidades, "após 23 horas, está proibida e com consequências aos desobedientes.
Em mensagem de texto, alguns faccionados - apelidos e locais de residência - foram "decretados"(jurados de morte).
Também constam ameaças para quem mantiver contato ou não revelar os esconderijos dos integrantes chamados de "traidores"da facção.
Vejam:




Somente no meio da noite de ontem, os mesmos órgãos governamentais que insistiam em negar os fatos, admitiram a veracidade.
A DINF - Diretoria de Inteligência e Informação da Polícia Penal de Santa Catarina - enviou comunicado reservado apontando o racha na facções e orientou evitar "locais quentes", ou seja, onde esteja ocorrendo as disputas.
No mesmo comunicado, informou "não haver movimentação intramuros", ou seja, no interior das unidades prisionais, no entanto, a recomendação foi de atenção.
O caso de um quádruplo homicídio qualificado e destruição de cadáveres, ocorrido dia 17/05, por volta das 21h45min, no bairro Timbezinho, em São João Batista, interior de SC (planalto norte) - que segundo o Delegado de Polícia Cristiano Sousa, que preside o inquérito policial, trata-se uma investigação complexa. “A investigação demandará tempo e paciência porque os corpos foram destruídos pelo fogo”, disse. O delegado destacou ainda que aguarda os laudos periciais da Polícia Científica, que levará ainda alguns dias para ficar pronto, dada a profundidade da análise.
A princípio tudo indica que são quatro vítimas, do sexo masculino, com idades entre 18 e 22 anos e que teriam sido mortas em outro local e depois transportadas para o local do incêndio. O delegado suspeita que o crime pode ter sido motivado por uma disputa envolvendo tráfico de drogas.
Pelo menos por enquanto, o fato não está relacionado com a guerra interna na capital.

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