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Quinta-feira, 01 de Outubro 2026
Notícias/Justiça

“Deus me livre”: Cármen recusa assumir casos de ministros ligados a Vorcaro

Ministra recusou a missão, e presidente do Supremo deve decidir o destino das menções a Moraes, Nunes Marques, Toffoli e Fux

“Deus me livre”: Cármen recusa assumir casos de ministros ligados a Vorcaro
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O presidente do Supremo, Edson Fachin, tentou convencer a ministra Cármen Lúcia a assumir os casos envolvendo integrantes da Corte e o banqueiro Daniel Vorcaro.

A ministra recusou a missão.

O Supremo terá de analisar a situação de quatro ministros: Alexandre de Moraes, Kassio Nunes Marques, Dias Toffoli e Luiz Fux.

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Fachin avocou para seu gabinete a parte do inquérito que menciona os colegas e tentou repassar a tarefa a Cármen Lúcia. “Deus me livre”, teria reagido a ministra.

 Cármen já procurou o ministro Alexandre de Moraes para prestar solidariedade diante da exposição do seu caso na mídia.

Entre os demais ministros, a disposição é a mesma. Sem alternativa, caberá a Fachin decidir o que fazer com as menções aos integrantes do tribunal.

Dino e Fachin não se falam

O clima no Supremo segue de guerra. Fachin e o ministro Flávio Dino não se falam mais desde a sessão que expôs a crise na Corte e colocou os dois em lados opostos sobre a investigação de Moraes. A comunicação entre eles passou a ser feita por intermédio do ministro Cristiano Zanin.

André Mendonça sequer olha para alguns dos colegas. Quando o encontro é inevitável, abaixa os olhos para evitar até mesmo os cumprimentos protocolares.

Na terça-feira, Fachin chegou a ouvir ministros reservadamente para saber se haveria um novo enfrentamento caso incluísse na pauta o caso de Nossa Senhora.

A resposta foi que um grupo acusaria o outro de usar o episódio para beneficiar Lula ou Flávio Bolsonaro. Fachin também ouviu o conselho de que a crise deveria ser resolvida pelo TSE. Caso contrário, a sessão no Supremo poderia ser ainda mais quente do que aquela que tratou do caso Moraes.

Fachin ouviu queixas de que o ministro André Mendonça decidiu monocraticamente que vídeos acusando Flávio Bolsonaro de vetar Nossa Senhora como Padroeira do Brasil deveriam ser retirados do ar. E que a discussão deveria se dar no plenário do TSE.

Diante disso, Fachin convenceu o presidente do TSE,  Kassio Nunes Marques, a pautar o tema no TSE para evitar o embate no Supremo.

FONTE/CRÉDITOS: M

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