A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS aprovou uma série de convocações de ex-servidores do Instituto Nacional do Seguro Social para esclarecer suspeitas de fraudes em descontos associativos aplicados a aposentados e pensionistas.
Entre os convocados estão nomes de peso da antiga cúpula do instituto, como Virgílio Antônio Ribeiro de Oliveira Filho, ex-procurador-geral da Procuradoria Federal Especializada junto ao INSS; Jucimar Fonseca da Silva, ex-coordenador-geral de Pagamentos e Benefícios; e Jobson de Paiva Silveira Sales, ex-diretor de Atendimento.
Além das convocações, a CPMI aprovou requerimentos de quebras de sigilo e um pedido ao ministro do Supremo Tribunal Federal, André Mendonça, para autorizar o depoimento de Maurício Camisotti, apontado como um dos principais operadores do esquema, na própria comissão ou nas dependências da Polícia Federal.
O senador Sérgio Moro (União-PR) chamou atenção para o envolvimento de empresas ligadas à esposa de Virgílio, que teriam recebido valores milionários suspeitos.
“A esposa dele, empresas da esposa dele, receberam mais de R$ 7 milhões só das empresas do Careca, do INSS. E nós vimos aqui no depoimento do Careca que não tem causa lícita para esses pagamentos. Ele não soube explicar esse serviço. Inclusive, se enrolou todo”, afirmou Moro.
