A estatal Correios apresentaram ao Tribunal de Contas da União (TCU) um planejamento detalhado para a reestruturação da estatal. Entre as ações previstas, destaca-se a busca por uma operação de crédito no valor de R$ 20 bilhões, a ser financiada por instituições bancárias públicas e privadas, com a garantia do Tesouro Nacional, a qual está condicionada à implementação de medidas para sanear a gestão da empresa.
O encontro para apresentação do plano, realizado na semana passada, foi solicitado pelo atual presidente dos Correios, Emmanoel Schmidt Rondon, que assumiu o cargo em meados de setembro. O tema é classificado na Lista de Alto Risco do TCU, conferindo-lhe acompanhamento prioritário por parte da corte de contas, em razão da relevância e gravidade do assunto.
As unidades técnicas do Tribunal de Contas da União ficarão encarregadas de monitorar a efetivação do plano e a participação do governo federal no processo da operação de crédito, incluindo a possível atuação dos bancos públicos.
O tribunal informou que “O objetivo é assegurar que as medidas adotadas estejam em conformidade com a legislação e que os recursos sejam aplicados de forma eficiente e transparente”.
A empresa estatal registrou um prejuízo de R$ 4,37 bilhões somente nos dois primeiros trimestres de 2025. Esse montante se soma a resultados financeiros negativos que vêm ocorrendo desde 2022, mas que se agravaram sob a atual administração.
O empréstimo pretendido pelos Correios é superior a qualquer outra garantia concedida pela União a estatais, municípios ou estados nos últimos 15 anos.
