O Índice de Confiança Empresarial (ICE), calculado pelo FGV IBRE, caiu 0,5 ponto em agosto, para 91,1 pontos, após recuar também em julho. Na média móvel trimestral, o indicador cedeu 0,2 ponto e passou a apontar tendência de queda pela primeira vez desde novembro de 2025.
Segundo a FGV, a piora ocorreu tanto na percepção atual quanto nas expectativas para os próximos meses. O Índice de Situação Atual Empresarial (ISA-E) caiu 0,9 ponto, para 92 pontos, menor nível desde novembro de 2025. O componente atual recuou 1,6 ponto, para 92,3 pontos.
O Índice de Expectativas Empresariais (IE-E) registrou queda, de 0,2 ponto, para 90,3 pontos. A expectativa dos negócios nos seis meses seguintes caiu 0,8 ponto, para 92,8 pontos, enquanto nos três meses seguintes avançou 0,5 ponto, para 88 pontos.
O principal destaque negativo foi a indústria, cuja confiança despencou 3,5 pontos. Segundo Aloisio Campelo Jr., pesquisador do FGV IBRE, o resultado foi influenciado pela percepção de enfraquecimento da demanda, pelo acúmulo de estoques e pelas incertezas relacionadas às tarifas dos Estados Unidos e às eleições nacionais.
A confiança recuou em três dos quatro grandes setores, com recuperação em Serviços após queda registrada no mês anterior. Para a FGV, o resultado sinaliza maior preocupação do empresariado com uma desaceleração da atividade econômica no segundo semestre.
O ICE reúne informações das sondagens de Indústria, Serviços, Comércio e Construção, ponderadas de acordo com a participação de cada setor na economia. O indicador busca acompanhar de forma mais consistente o ritmo da atividade econômica.

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