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Segunda-feira, 15 de Julho de 2024

Notícias/Política

Após Lira chamar ministro de incompetente, governo exonera seu primo

Wilson César ocupava o cargo desde 2017, durante o governo Michel Temer

Após Lira chamar ministro de incompetente, governo exonera seu primo
Foto redes sociais/reprodução
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O Governo Lula retaliou a declaração do presidente das Câmara, deputado Arthur Lira (PP-AL), exonerando seu primo Wilson César de Lira Santos da superintendência regional do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) em Alagoas, após o parlamentar classificar o ministro Alexaandre Padilha (Relações Institucionais) de “incompetente” e de “desafeto pessoal”..

A exoneração foi oficializada na última terça-feira (16) por meio de uma portaria assinada pelo presidente do Incra, César Fernando Schiavon Aldrighi.

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Wilson César ocupava o cargo desde 2017, tendo sido nomeado durante o governo do ex-presidente Michel Temer (MDB) e mantido durante as administrações do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e no primeiro ano do governo Lula (PT).

Conflito de Lira com o governo pode ter motivado a exoneração:

Recentemente, houve um conflito verbal entre o governo e Arthur Lira, que acusou o ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, de ser um “desafeto pessoal” e “incompetente”.

A declaração ocorreu após alegações de que o governo estava tentando desestabilizar a situação política com notícias sobre a manutenção da prisão do deputado Chiquinho Brazão, um dos acusados de mandar mantar a vereadora Marielle Franco.

Alexandre Padilha, ministro de Relações Institucionais (Foto: Sérgio Lima/PT)

Como resposta às críticas de Lira, Padilha optou por não contra-atacar, afirmando que não “guardava rancor”.

Sinceramente, não vou descer a esse nível. Sou filho de uma alagoana arretada que sempre disse que, se um não quer, dois não brigam”, comentou o ministro.

O Partido dos Trabalhadores (PT), por outro lado, condenou as ações de Lira, alegando que ele comprometeu a “dignidade de seu cargo na Câmara”.

Também houve pressão do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) pela exoneração de Wilson. Em março de 2023, os sem-terra publicaram uma nota criticando Wilson César por “ligações com o agronegócio e o bolsonarismo”, solicitando seu afastamento.

Antes de ser nomeado ao Incra, Wilson César atuou em secretarias na capital alagoana, Maceió, e no município de Coruripe (AL), cidade que fica a 88 km de Maceió.

FONTE/CRÉDITOS: DP
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