NÃO É BEM ASSIM
O senador Dário Berger e mais alguns aliados – como era de se esperar, imaginando quem é a pessoa – dá mostras das suas intenções que estão sendo tramadas na penumbra.
Renegado pela maioria esmagadora dos componentes dos diretórios emedebistas pelo Estado – e ele sabia disso desde o início – agora engedra pelos escaninhos partidários.
Juntou-se aos seus, leia-se Pinho Moreira, Paulo Afonso Vieira e outros menos cotados, a emaranhar uma teia com a pretensão de intervir no Diretório Estadual.
Vou cantar a bola, antecipadamente:
- Vai dar com os burros n’água!
O deputado federal Carlos Chiodini – que é vice-presidente nacional do MDB – já deve ter relatado as pretensões de Berger.
JÁ VIMOS ISSO
Com segundas intenções, claro – o filme pretendido por Dário e sua trupe (entre eles o protagonista Pinho Moreira) já foi visto quando Eduardo Pinho Moreira venceu as prévias emedebistas, mas declinou da candidatura e cedeu a cabeça de chapa para Raimundo Colombo.
A turma de Dário quer Carlos Moisés e buscou alguém “com tendências renunciantes”.
Mais adiante com tudo devidamente dentro do conluio – repetiriam o gesto de 2010 de “abandonar a candidatura”com apoio de alguns deputados da Assembleia.
PORÉM – QUE SEMPRE TEM

Algumas coisas não foram consideradas pelo time do Senador Dário:
- A disposição bubalina de Antídio Lunelli, tipo: entrei na picada e quero ver onde vai terminar.
- A reação dos convencionais – limitados aos diretórios municipais – dando ampla vantagem para Antídio.
- O discurso de Lunelli nos encontros promovidos nas 36 regionais constituídas e que leva: exemplos administrativos de Jaraguá do Sul (sendo o único prefeito reeleito na história do município), o exemplo empresarial de quem começou – literalmente – por baixo e conquistou um espaço considerável no Estado e no país.
- O sangue italiano que – uma vez traçado o objetivo – não sossega e nem se esmorece com os obstáculos.
CARONEIRO
Berger tem um discurso da velha política, sem entusiasmo e sem novidades.
Ainda pesa contra, o seu comportamento político volúvel: vai para o partido que lhe oferecer mais e já fez isso com o próprio MDB que lhe proporcionou o mandato de senador.
Só encontra eco nos que se identificam com seu estilo ultrapassado: Pinho Moreira, Paulo Afonso, Mauro Mariani e mais alguns de menor expressão.
Os próprios diretórios municipais pelo Estado, clamam por mudanças e sangue novo, cansados “do mais do mesmo”.
Identificando os sintomas, o senador quer intervenção, destituição de Maldaner, ou seja, escolhe a sangria para ver se sobrevive.
MUITO TRABALHO
A aclamação do nome de Lunelli nas prévias – amanhã 19 de fevereiro – não deixa de ser um bom começo, mas é só o começo.
Sabendo que terá desafetos dentro do próprio partido – os chamados inimigos na trincheira – Lunelli terá que tomar decisões importantes:
1 – Renunciar ao mandato de prefeito para concorrer
2 – Percorrer – de novo – e pode ser as mesmas regionais para reafirmar seus compromissos e convicções para o partido.
3 – Entusiasmar os emedebistas para que busquem os demais eleitores.
Política se faz assim!!
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