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Quinta-feira, 23 de Julho 2026
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NOVIDADE NO CRIME

A profecia de Geraldo Alckmin sendo cumprida

NOVIDADE NO CRIME
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PROFETA

O vice-presidente da República Geraldo Alckmin (PSB) está se tornando (cada vez mais) um sério candidato ao título de profeta.

Quando disse que “Lula e o PT queriam voltar à cena do crime”, simplesmente foi provido de uma qualidade sensitiva incomum.

Não é que acertou na mosca?

As empreiteiras que protagonizaram o maior escândalo de corrupção do planeta e corromperam de fornecedores, o alto escalão e devolveram bilhões de dinheiro surrupiado dos cofres públicos, já estão pedindo o dinheiro de volta, devidamente corrigidos, claro – de novo – assentaram-se na cena do crime.

A retomada de obras da refinaria de Abreu e Lima – um antro de corrupção e calote (pesquisem sobre o rombo da Venezuela) tem um significado de muito dinheiro e desconfianças maiores do que já foi visto.

Os novos contratos assinados com as empreiteiras Andrade Gutierres e Novanor (antiga Odebrecht) somam R$ 12 bilhões.

Uma rápida pesquisa sobre o envolvimento das duas empresas em atos de corrupção deixa claro que, no Brasil, o crime compensa.

PEQUENO DETALHE

O esquema de corrupção ligado à Petrobras e investigado pela Operação Lava Jato a partir de 2014 foi confirmado por cinco ex-funcionários do alto escalão da estatal em delação premiada. Os ex-executivos ainda aceitaram devolver R$279,8 milhões ao Tesouro e à petrolífera. 

Do total de recursos devolvidos, R$244 milhões foram oriundos de propinas obtidas pelos executivos e eram mantidas em contas no exterior, em dinheiro vivo e na forma de terrenos e até de carro importado. O restante corresponde a valores de multas compensatórias pelos crimes cometidos. 

Nos acordos de delação, os ex-funcionários da Petrobras apontaram as maiores empresas do setor de infraestrutura brasileiro como pagadoras de propina e eles próprios. Em uma ação inédita no País, a Lava Jato investigou e prendeu presidentes e dirigentes das gigantes da construção entre 2014 e 2015. Com o prosseguimento das investigações, executivos da Camargo Corrêa, Andrade Gutierrez e Odebrecht passaram a confessar os pagamentos ilegais e assinaram delações. As empresas firmaram acordos de leniência.

O ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa foi o primeiro ex-integrante da cúpula da estatal a dizer que um cartel de empreiteiras dominou as obras bilionárias da petrolífera a partir de 2006. Costa admitiu ter recebido milhões em propinas sobre os contratos da estatal com essas empresas e contou que recebeu o dinheiro em shoppings e em casa. 

Ao formalizar a delação, o ex-diretor renunciou a US$2,8 milhões que estavam em uma conta nas Ilhas Cayman e a US$23 milhões depositados na Suíça. Comprometeu-se a pagar uma multa compensatória cível de R$ 5 milhões e a entregar uma lancha de R$ 1,1 milhão, terrenos avaliados em R$ 3,202 milhões, valores em espécie apreendidos com ele (R$ 762.250,00, US$ 181.495,00 e 10.850,00 euros) e um carro importado de R$ 300 mil.

Após Costa, a Lava Jato fechou acordos de colaboração com o ex-diretor da Área Internacional da estatal, Nestor Cerveró, e os ex-gerentes da Petrobras Pedro Barusco e Eduardo Musa. O ex-diretor da área de Engenharia Renato Duque não chegou a firmar uma delação com o Ministério Público Federal, mas afirmou, durante audiência perante a Justiça Federal do Paraná, no ano passado, que colaborava espontaneamente. 

Em novembro de 2015, Cerveró concordou, por exemplo, em entregar 1 milhão de libras que eram mantidas em contas na Inglaterra. O ex-diretor também aceitou devolver outros US$495 mil que estavam em uma offshore nas Bahamas e R$6,7 milhões, o equivalente ao valor de dois apartamentos que o ex-dirigente mantinha em Ipanema, no Rio.

FRANQUIAS

A maior organização criminosa do Brasil, o PCC, está dando mostras cabais de profissionalização e altamente qualificada, estruturada.

Desde o ano passado e num modelo importados dos EUA, os negócios avançaram para a venda de franquias.

Como funciona?

A facção vende a franquia de um quarteirão, onde o franqueado passa a ter domínio completo e total na venda de drogas no local.

Os valores variam entre R$ 500 mil a R$ 5 milhões, dependendo da região.

O PCC oferece:

- Fornecimento de produtos garantido (compra obrigatória)

- Estudos sobre possibilidades de ganhos

- Royalties

- Plano de negócio estruturado

- Departamento de cobrança para viciados inadimplentes

- Em caso de desavença comercial entre as partes, a franquia disponibiliza o “Tribunal do Crime” e com justiça gratuita.

Benefícios:

- Negócio sem impostos

- Não há 13º salário

- Não tem férias

- Não há obrigações trabalhistas

Ganhos:

Se a “loja” pertencer à facção, a divisão de lucro fica assim”

- 80% para a faccão

- 15% para os colaboradores

  • 05% para o gerente

Exigências:

Funcionamento 24 horas por dia e todos os dias, ou seja, 3 turnos.

- A clientela é exigente e quer disponibilidade de produtos

  • O faturamento estimado em 2023 foi de R$10 bilhões de reais.
FONTE/CRÉDITOS: Redação

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