GANCHO QUE SERVE
Estava fazendo um texto para um vídeo publicado hoje nas redes sociais (Instagram, Facebook e Tiktok) e o gancho cabe para uma reflexão sobre eleições em Santa Catarina.
QUAL O PANO DE FUNDO?
A culpa do eleitor! A falta de comprometimento, a desvalorização de si mesmo, a cumplicidade com a falta de caráter, a ausência de interesse em melhorar a qualidade da política no nosso país.
Senão, vejamos:
1 – O sujeito reclama sobre a famigerada “saidinha dos presos” em datas especiais (o que na grande maioria das vezes, resulta em novos delitos e muitos deles, ainda piores).
No entanto, o mesmo eleitor vota em candidato que é sabidamente bandido, condenado com uma enciclopédia de provas.
2 – Indo para a vala comum e repetindo os mantras, o eleitor repete que “o grande problema no Brasil é a educação”.
Ao perguntar sobre seu voto (se for sincero) lhe confessará que votou em beltrano – um político condenado por receber propinas da merenda escolar.
3 – Ao se queixar da saúde (ele quer um médico só para si e disponível 24 horas por dia – quando não quer um de cada especialidade) dirá que votou em cicrano, coincidentemente, condenado por desvios de recursos da saúde.
Quem tem que tomar as rédeas da situação, o controle sobre “quem colocamos na política com o nosso voto” são as pessoas de bem.
Se o mau-caratismo está em voga, a culpa é de quem não fez nada para mudar.
TRAZENDO PARA AS BANDAS DE CÁ
O sumiço dos R$ 33 milhões de reais dos respiradores – com promessas de recuperação que não se cumprem – não faz corar quem ainda tem um pingo de vergonha na cara?
Será que as pessoas não sabem que ninguém do governo do Estado foi responsabilizado?
Já se esqueceram das pessoas que morreram por causa de uma administração atrapalhada?
Não sentiram na pele as perdas financeiras, a quebradeira do famoso “fique em casa que a economia veremos depois?
Não se lembram que todos (eu disse, todos) os desembargadores do Tribunal de Justiça de Santa Catarina votaram pela continuidade dos processos de impeachment do Governador, Carlos Moisés?
E AGORA?
Será com o mesmo descaramento da absolvição que os deputados que salvaram Moisés, também pedirão votos?
Nenhum deles vai corar de vergonha com a grandiosidade da cara de pau?
O que dirão para os eleitores?
- Esqueça o seu bom caráter, a sua vontade de melhorar nosso Estado e vote comigo que não possuo nada disso?
- Estou aqui defendendo a falta de compromisso com a honradez, a total ausência de probidade na condução das políticas catarinenses e preciso do seu voto?
REPITO MUITO
Ao longo da minha vida de décadas na comunicação – só em Jaraguá do Sul, passam de três – tenho repetido:
- Adversário nunca será aliado.
- Uma vez inimigo – sempre inimigo.
- Uma falsidade e lá se foi a confiança para sempre.
- Não confio em quem me deixa em dúvida.
- Inimigo de amigo meu - é meu inimigo.
- Não guardo mágoas – guardo nomes.
- Não me esqueço das coisas boas que me fazem e as ruins me lembro a cada segundo.
- Sirvo para a política, mas não para político.
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