OS MEDOS DE MOISÉS
Medo 1
O comportamento do Governador Carlos Moisés, após o MDB indicar o nome de Antídio Lunelli como candidato ao cargo de vice-governador – no mínimo - permite algumas ilações:
- Lunelli representa a antítese de Moisés na forma de governar.
- Jaraguá do Sul virou referência nacional de gestão, efetividade, comprometimento e zelo com dinheiro público.
- Como é que o Governador engolirá um vice batendo no peito e reafirmando: “fiz e sei fazer! Minha cidade – que administrei por quase 6 anos, é exemplo de austeridade e compromisso com a população”.
- Moisés sente pavor do discurso de Lunelli – já que o Estado possui um rosário de erros que podem ser apontados – e isso incomoda demais!
- O governador teria que dizer: “o meu vice arrumou a casa em Jaraguá do Sul e aplicará a mesma fórmula no Estado.
Isso seria uma confissão tácita dos erros primários que foram cometidos em termos de administração pública.
Medo 2
O discurso de Antídio Lunelli – geralmente o vice fala antes do candidato principal - esvaziaria qualquer fala de Moisés.
Lunelli poderia dizer:
- Temos o exemplo de Jaraguá do Sul – onde pegamos uma prefeitura em frangalhos, sem capacidade de investimento e transformamos numa referência brasileira: mais uma vez apontada por revista de circulação nacional.
- A máquina pública em Jaraguá do Sul é eficiente, ágil, econômica e com controle total.
- Criamos uma sala de gestão – onde identificamos e apontamos o andamento da máquina, cada investimento, os custos, os prazos, ou seja, todos os números estão ao inteiro dispor de qualquer cidadão.
- Prestamos contas de cada centavo investido semestralmente. O cidadão jaraguaense recebe em casa, a revista com informações da prefeitura e com isso sabe o que arrecadamos e o que gastamos. Vamos fazer isso no Estado de Santa Catarina em respeito ao dinheiro do catarinense.
Imaginem alguém gritando do meio da plateia:
- E os R$ 33 milhões dos respiradores?
Medo 3
Imaginem os “tipos de arrepios”- causariam a seguinte fala de Lunelli:
- Vamos fazer no Estado, o que foi feito em Jaraguá do Sul: um almoxarifado com produtos cadastrados por códigos de barra para sabermos quando, onde e quem utilizou!!
Por essas e outras (a lista é grande) já é possível entender a resistência de Moisés ao nome de Antídio Lunelli.
A preferência seria por alguém “meramente decorativo”- como foi Daniela Reinehr, o tempo todo.
Ou – com todo respeito que merecem por suas trajetórias – alguém mais apegado à uma bengala e com a tosse própria da idade...
Moisés tem medo e tem motivos para isso.
Resultado da reunião do MDB de ontem?
Fica o dito pelo não dito: Moisés não aceitou o nome de Antidio Lunelli como vice.
Por tudo o que escrevi acima, o caminho ficou inviável para quem tem vontade de ajustar a máquina pública - que é o caso de Lunelli.
A decisão de Lunelli é pela convenção do MDB.
Muda o cenário, mudam as composições.
Lembrando: em dezembro de 2021 e fevereiro de 2022, o Governador Moisés convidou Lunelli para ser o seu vice.
Mudou de ideia porque percebeu que perderia espaço para o possível vice.
Agora vamos ver quem tem "garrafa vazia para vender".
Burrice ou maldade?
Pseudos-jornalistas e entendidos de política - por mais que se esforcem e exalem a fedentina dos seus cérebros - não conseguiram entender o alerta do Presidente Bolsonaro na sua passagem por Balneário Camboriú - no evento Marcha para Jesus - ocorrido no último sábado.
Ao recomendar para os "declaradamente candidatos" que se ficassem mais atrás, mostrou sua inteligência e certamente a orientação recebida:
"Não dar conotação política ao evento e não abrir a possibilidade de questionamentos judiciais de uma campanha eleitoral extemporânea".
A prática de crimes eleitorais deve ser deixada para a Orcrim.
No entanto, aqui e acolá, a jumentice galopante impediu aos neófitos de plantão, a visão do todo ou enxergarem o óbvio.
Para a sorte de quem é mais conhecedor dos assuntos, os asnos - por seus atos e falas - apontam os que - de fato - sabem.
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