CENÁRIO 1
O cenário do Brasil – quando já estamos caminhando para o apagar das luzes de 2023 – é um escárnio, um deboche para com o povo?
Anotem:
- O governo do presimente liberou 16 bilhões e 300 milhões de reais para a Lei Rouanet em 2023.
- Os artistas que não conseguem qualidade para atrair público nas bilheterias, atraíram o governo em troca de apoio eleitoral de 2022 e a partir de então, a cegueira e a surdez, tomaram conta. Não enxergam mais nada do que acontece de errado Brasil afora.
É a desmoralização, a falta de ética, moral e está tomando conta.
CENÁRIO 2
- Com uma canetada, o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), derrubou o acórdão do Tribunal de Contas da União (TCU) que havia suspendido o pagamento de quase R$1 bilhão em gratificações para juízes federais. Assim nasceram os marajás do serviço público em tempos não muito distantes.
Os magistrados que ingressaram na carreira na década de 1990, poderão embolsar até R$2 milhões cada um. A gratificação havia sido extinta em 2006, mas o penduricalho foi restabelecido pelo ministro e que foi ainda mais generoso: ordenou o pagamento retroativo a junho de 2006.
Trata-se do mesmo Ministro, cuja esposa, é advogado dos irmãos Batista da J&B e que receberam o mimo do cancelamento de uma multa de R$ 10 bilhões.
Ministro Dias Toffoli votou favoravelmente no STF pela derrubada da regra que impedia juízes de julgarem casos de clientes de escritórios de parentes.
- Toffoli foi mais um dos indicados por Lula.
- Os irmãos Wesley e Joesley Batista haviam aceitado pagar a quantia de R$ 10 bi em acordo de leniência com o Ministério Público Federal, mas houve o cancelamento.
Enquanto isso, o brasileiro de bem trabalha e paga as contas, inclusive, as do governo.
Decididamente, sem uma revolta geral, o Brasil não tem jeito.
CENÁRIO 3
- As emendas parlamentares para 2024 chegam aos R$53 bilhões.
O Orçamento reservou R$19,4 bilhões para emendas individuais dos 513 deputados federais e outros R$5,6 bilhões para os 81 senadores.
É o famoso “toma lá – dá cá” ou compra de votos, caso prefiram.
Vocês já sabem quem paga tais contas e os “acertos de escurinho”, né?
CENÁRIO 4
Sou uma pessoa relativamente otimista, duro na queda, batalho muito por tudo e não meço esforços.
Começo cedo e vou até tarde da noite.
No entanto, o caminho é tão penoso que tenho olhado tudo com outros olhos.
Fui verificar o malote da contabilidade e fiz a seguinte descoberta:
- Já paguei 23 contas durante o mês de dezembro e ainda faltam as que vencerão nos dias 26 (que que segunda é Natal) e dia 28.
- As mais altas foram para o governo federal (tributos do INSS, FGTS, Imposto de Renda e Simples Nacional).
Não é fácil empreender, manter as contas em dia, alimentar o ânimo diário, conviver com a hipocrisia, a omissão e ainda aturar os isentões pregando moralidade nas redes sociais.
Se o inferno não é aqui na terra, os apontamentos mostram que estamos muito perto.
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