FUNDO DO POÇO
Boa parte da imprensa brasileira se encontra no fundo do poço pela falta de credibilidade e tem EXPLICAÇÃO:
Em passado recente descobriram que informação era um negócio. Aí verdade deixou de ser importante.
NEM A DATA É CONFIÁVEL
Antigamente existia uma máxima sobre o jornalismo brasileiro e fazia uma referência aos jornais impressos: não se devia acreditar nem na data.
Hoje em dia, a coisa piorou: além da data, os textos também ficaram sem crédito e duvidosos.
Ainda recente – para não dizer que se trata de algo permanente – vimos uma revista de circulação nacional desmentir a própria matéria.
Mas isso aconteceu uma semana depois, após repercussão extremamente negativa.
HÁ UM LADO BOM NISSO
Enquanto os “jornalões e seus portais” caem no descrédito, o bom jornalismo se sobressai e os profissionais sérios se tornam referência em termos de notícias confiáveis.
As pessoas vão aprendendo separar “o joio do trigo”.
O jornalismo necrotério continua recebendo aplausos, mas a cada dia que passa com menor número de admiradores.
O que é ruim acaba por si.
GREVE DOS CAMINHONEIROS
Conversei ontem pela manhã com o Kelvyn Cristofoloni – que é um líder dos caminhoneiros e está à frente da Associação dos Caminhoneiros do Vale do Itapocu.Falamos sobre o movimento da categoria e ele me disse o que respondeu para o Sindicato de Navegantes:
Primeiro: a questão dos preços dos combustíveis não é um caso isolado do Brasil: é mundial.
Basta ver os preços praticados na Europa nos últimos tempos e também nos Estados Unidos.
Segundo o Kelvyn, o problema não está no preço do diesel, mas sim no valor do frete.
Para ele, as greves anteriores mostraram que o movimento não produz resultados duradouros, diferente de quando se valoriza o produto, ou seja, o frete.
Ele citou exemplos:
Quando há aumento no preço do trigo, o padeiro não faz greve: aumenta o preço do pão.
Se há aumento no preço do cimento, o material de construção não faz greve – aumenta o preço.
Kelvyn foi taxativo: a categoria não deveria carregar sem que houvesse compensação de custos + lucro.
O reflexo dos repasses chegaria às prateleiras e o governo teria que buscar soluções em relação ao seu produto encarecedor da situação: o óleo diesel – para conter o processo inflacionário.
Ainda segundo o Kelvyn Cristofolini, a categoria precisa ser mais unida e transformar o movimento de “não carregar” nos mesmos moldes de paralisar. Se pode paralisar por 10 dias, também pode ficar sem transportar e exigir melhor preço. A dinâmica é a mesma!
Kelvyn afirmou que vai respeitar o movimento e não trabalhará nos dias 1 e 2 de novembro. Ele disse ainda que “não acredita que o movimento ganhará corpo até o dia 3 de novembro e tem a safra da linha sul/sudeste como aditivo contrário”.
Santa Catarina é o quarto Estado com maior resistência à greve, conforme pesquisa da Fretebras divulgada na segunda-feira.
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